Desinformação e informação falsa
Costumamos relacionar as notícias e informações falsas que recebemos pela internet com o termo Fake News. Porém, existe uma diferença entre Fake News, desinformação e informação falsa.
Segundo relatório da Unesco de 2018, Fake News se configura como um oxímoro, pois as duas palavras representam conceitos contrários. Observe que o termo se refere a "notícias falsas", mas a palavra notícia significa uma informação que é verificada ao ponto de ser verdadeira e de interesse público. Portanto, a notícia não pode ser falsa. Mas se utilizarmos o termo "informação", está sim pode ser falsa ou verdadeira.



O mesmo relatório diz que desinformação é um termo "comumente usado para se referir a tentativas deliberadas (frequentemente orquestradas) para confundir ou manipular pessoas por meio de transmissão de informações desonestas.” (UNESCO, 2018). A desinformação, portanto, tem a intensão de manipular as pessoas.
Como surgiu o termo "Fake News"?
O termo Fake News surgiu durante a corrida presidencial nos Estados Unidos em 2016, entre Hillary Clinton e Donald Trump, quando as pesquisas de intenção de voto afirmavam que Hillary ganharia a eleição quando ao final Trump saiu vitorioso. O ex-presidente passou então a utilizar o termo Fake News para atacar e desacreditar o trabalho profissional de jornalistas e a expressão acabou sendo utilizada em todo o mundo.
Precisamos duvidar mais do que lemos
Compartilhar informações falsas pode gerar sérias consequências. No Brasil, em 2014, uma informação falsa causou o linchamento até a morte de uma mulher de 33 anos que foi confundida com uma sequestradora de crianças. Outro caso muito comentado foi o do movimento antivacinação. A campanha de desinformação afirmava que vacinas contra febre amarela, poliomielite, sarampo, microcefalia e gripe poderiam ser um risco para a saúde, o que ocasionou o aumento dos casos de sarampo e outras doenças no Brasil.
Durante as eleições de 2022 campanhas de desinformação foram espalhadas para prejudicar candidatos e até mesmo fazer com que a população desacreditasse da segurança das urnas eletrônicas. Para combater a desinformação e as informações falsas, podemos começar duvidando mais do que lemos e assim buscar os meios para checar as informações antes de compartilhar.
Técnicas de checagem de fatos
Com o avanço e o perigo que se tornaram as campanhas de desinformação e a circulação de informações falsas, foram criadas organizações e equipes especializadas em verificar informações, aplicando técnicas de fact-checking, ou checagem de fatos. Elas analisam informações com alto poder de impacto social para ajudar a população a distinguir o grau de confiabilidade do que está circulando nas mídias.
Conheça suas metodologias de checagem de fatos visitando o site de algumas delas: